Fibratos
1.
Indicação
Em relação às indicações terapêuticas
dos fibratos, estes constituem uma classe de compostos carboxílicos anfipáticos
utilizados para a redução dos níveis séricos de lipídios, especialmente do
colesterol. Sendo assim, são indicados como auxiliadores às modificações
dietéticas, que envolvem restrição de colesterol e gorduras saturadas, em indivíduos
com idade superior a 18 anos que possuem hipercolesterolemia primária ou
dislipidemia mista. Ademais, pode-se destacar que os fibratos atuam promovendo
a diminuição das concentrações séricas de LDL, colesterol total, triglicerídeos
e apolipoproteína B, além de aumentarem os níveis de HDL. Por fim, também podem
ser empregados como adjuvante à terapia dietética em pacientes adultos com
hipertrigliceridemia grave (Singh, 2023).
2.
Efeitos
adversos
Os fibratos podem estar associados à
ocorrência de alguns efeitos adversos, entre os quais se incluem cãibras
musculares, especialmente nas pernas, e desconforto abdominal. Tendo em vista
que essa classe de fármacos apresenta um discreto aumento no risco de miopatia,
colelitíase e trombose venosa. Já entre os eventos adversos mais frequentemente
relatados, destacam-se as alterações nos níveis das enzimas hepáticas aspartato
aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT), além de elevações
ocasionais na concentração sérica de creatina fosfoquinase (CPK) durante o
tratamento (Singh, 2023).
Além disso, os fibratos podem provocar outros
efeitos adversos, incluindo alterações hematológicas, como anemia, leucopenia e
trombocitopenia. Outrossim, também podem ocorrer manifestações
cardiovasculares, como angina e arritmias cardíacas, bem como pancreatite,
formação de cálculos biliares e disfunções hepáticas e renais. Outros efeitos
relatados incluem sintomas semelhantes aos de um quadro gripal, agravamento de
úlceras pré-existentes, prurido e reações alérgicas cutâneas (Ministério da
Saúde, 2019).
3.
Interações
Entre as interações medicamentosas dos
fibratos, destaca-se que a genfibrozila não deve ser administrada em associação
com estatinas, devido ao elevado risco de desenvolvimento de rabdomiólise.
Nesses casos, recomenda-se o uso de outros fibratos em combinação com
estatinas, quando necessário. Além disso, esses fármacos podem favorecer a
formação de cálculos biliares, sendo, portanto, contraindicados para pacientes
que apresentem colelitíase ou histórico dessa condição (Ministério da Saúde,
2019). Outro ponto que vale ressaltar é que os fibratos são conhecidos por
potencializar os efeitos dos anticoagulantes cumarínicos, o que pode aumentar o
risco de complicações hemorrágicas (Ascah, 1998).
4.
Referências
Ascah KJ, Rock
GA, Wells PS. Interação
entre fenofibrato e varfarina.
PubMed. Ann Farmacotera. julho-agosto de
1998; 32 (7-8):765-8. DOI: 10.1345/aph.17310. PMID: 9681093.
Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas Dislipidemia: prevenção de eventos cardiovasculares e
pancreatite. GOV, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2019/relatorio_pcdt_dislipidemia_cp04_2019.pdf. Acesso em: 28 out. 2025.
Singh, Gauri; Correa, Ricardo. Medicamentos
de fibrato. National Library do Medicine, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK547756/.
Acesso em: 28 out. 2025.
Uau!
ResponderExcluirMuito interessante
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